Enviado em 20 de Maio de 2009
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A próxima quarta-feira é o Dia do Desafio, evento que tem como objetivo despertar nas pessoas o gosto pela atividade física. O movimento nasceu em 1983 numa pequena cidade canadense e foi crescendo ano após ano. Na realidade, é uma disputa para ver qual cidade coloca mais gente para fazer alguma atividade física durante pelo menos 15 minutos. O movimento chegou ao Brasil em 1995 trazido pelo Sesc, que coordena as atividades. Esse ano serão quase 3.500 cidades de 22 países. No ano passado quase 60 milhões de pessoas tomaram parte no movimento.
CAMPINAS X MONTERREY
No ano passado Campinas ganhou fácil e Belém (PA). Segundo o site do Sesc, nossa cidade mobilizou 281.857 pessoas (27% da população) contra pouco mais de seis mil pessoas da capital paraense. Esse ano Campinas vai disputar contra a cidade mexicana de Monterrey.
A disputa é sempre amigável e vale qualquer atividade física, incluindo caminhada, dança, jogos e brincadeiras de rua. Para quem gosta de pedalar e quer engrossar os números na disputa contra Monterrey a dica é o “Challenge Night”, uma pedalada noturna de 12 km em Barão Geraldo. A concentração de saída será a partir das 19h30 na Praça do Coco. Para participar, cada ciclista tem que doar dois quilos de arroz ou feijão, ou uma lata de leite em pó. É obrigatório o uso de capacete e iluminação na bike. Mais informações com Arley de Jesus no telefone 9713-8770.
O PEPINO DE ARMSTRONG
Em sua primeira participação no Giro d’Italia, Armstrong tem um pepino gigante para resolver. A equipe Astana, patrocinada por uma empresa de petróleo do Cazaquistão, está com os salários atrasados e recebeu um ultimato da UCI para que os US$ 2 milhões devidos à entidade máxima do ciclismo mundial seja quitada até o próximo dia 31, sob pena da equipe toda ser suspensa. Como protesto, os atletas correram a sétima etapa, na sexta-feira, com uma nova camisa, sem o logotipo da Astana. Dias atrás, Armstrong declarou que pode montar sua própria equipe para 2010.
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Enviado em 5 de Maio de 2009
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Bom atleta não é aquele que cuida só do físico. Falar inglês e ter formação universitária também abrem portas. O ciclista Otávio Bulgarelli foi o atleta escolhido pela Confederação Brasileira de Ciclismo para acompanhar os representantes do Comitê Olímpico Internacional na visita de inspeção ao Rio de Janeiro no dia 1º de maio. Bulgarelli, que é mineiro de São Gonçalo do Sapucaí mas vive em Campinas desde garotinho, é atleta da equipe Suzano-Caloi-Flying Horse e representou muito bem o Brasil no Pan de 2007.
TOUR DE SC
Otávio Bulgarelli será o único representante de Campinas na 22ª edição do Tour de Santa Catarina, que começa nessa quarta-feira em Joinville. Serão 500 km divididos em cinco etapas. O evento é referente ao ano de 2008, já que a corrida não pode ser realizada em dezembro por conta das chuvas que castigaram o estado de Santa Catarina.
Assim como na edição de 2007, a etapa final em grande estilo, com a chegada decisiva no Mirante da Serra do Rio do Rastro, a mais de 1.400 metros sobre o nível do mar. Otávio terminou o Tour de SC na quarta posição geral e subiu no pódio três vezes nas cinco etapas disputadas. Douglas Moi, companheiro de Bulgarelli, foi o vice-campeão geral e duelou pelo título na subida contra Alex Diniz, que ficou com o bicampeonato na prova.
A TRISTEZA DE RUIZ
Renato Ruiz, outro forte ciclista campineiro e companheiro de equipe de Bulgarelli, também estava escalado para o Tour de SC. Mas vida de ciclista não é mole e um segundo pode mudar tudo. Na última sexta-feira antes do início do Tour de SC, Ruiz foi atropelado durante um treinamento na Rodovia Santos Dumont. O atleta, que treina duro desde a semana do Natal e costuma andar bem no Tour, teve ferimentos no rosto e na boca e sentiu muita tristeza por ter que ficar de fora.
CICLISMO DO TAQUARAL
A tradicional Prova Tiradentes de Ciclismo, disputada na Lagoa do Taquaral, em Campinas, contou pontos na pontuação máxima no ranking nacional pela primeira vez na história da prova. O público compareceu em massa e mais de 500 ciclistas largaram.
A primeira das quatro baterias largou ao meio-dia. A elite masculina largou às 15h30 e a vitória ficou com o argentino da Scott Francisco Chamorro.
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Enviado em 23 de Abril de 2009
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Márcio May, único tetracampeão do Tour de Santa Catarina deixou de correr mas não abandonou a paixão pelo ciclismo.
Há dois anos o catarinense assumiu o posto de gerente comercial da Royalciclo, empresa que representa no Brasil os produtos Fizik e os pneus Continental.
No Tour, Márcio May é o responsável pelo carro de apoio Neutro 1, o carro que acompanha as fugas.
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Enviado em 23 de Abril de 2009
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Já é rotina a presença de atletas do mountain bike no Tour de SC.
Esse ano a novidade é a presença do catarinense Ricardo Pscheidt, atual campeão brasileiro da modalidade.
Pscheidt fez bonito na sua estreia e até o momento está com o tempo do pelotão.
Além de Pscheidt, o pelotão do Tour traz também os mountain bikers Douglas Moi (que vai correr mountain bike juntamente com Renato Ruiz na Flying Horse), Alex Arseno (DtaRo), Jair Santos (Avaí), Pinguim Moser (Avaí) e Gilberto Goes (Avaí). Além desses, Pedro Nicácio (Scott) e Alex Diniz (Pinda) também já pedalaram no off-road. Diniz fez sua estreia no MTB no ano passado numa maratona no interior paulista.
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Enviado em 23 de Abril de 2009
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Logo na primeira reunião que teve com os dirigentes e os comissários, a árbitra norte-americana Dorothy Abott deixou bem claro que o combate ao doping será rigoroso.
Haverá pelo menos três controles diários. Na segunda etapa foram cinco atletas escolhidos para terem amostras colhidas.
Além de Dorothy, a UCI enviou os comissários internacionais anti-doping Leandro Carpinelli (Argentina) e a canadense Louise Lalonde.
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Enviado em 16 de Março de 2009
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O ano eleitoral de 2008 passou e não se ouve mais falar das promessas e projetos de construção de ciclovias e outras infra-estruturas cicloviárias. Infelizmente parece que no Brasil alguns políticos só trabalham e apresentam soluções em época de eleição. Depois eles se acomodam e esquecem. Quatro anos depois eles aparecem novamente com boas ideias. Mas sou otimista e prefiro manter acesa a esperança de um dia morar numa cidade onde se possa pedalar na segurança de um sistema de ciclovias que interliguem diferentes pontos de nossa cidade. Acredito que ainda vou viver o bastante para ver a bicicleta sendo tratada como parte da solução do trânsito e não como o problema.
CICLOVIA NO VLT
No meio da discussão da volta do VLT não sei de nenhuma alma na Câmara que levantasse a bandeira de aproveitar o leito da ferrovia e construir ali uma ciclovia. A ferrovia está abandonada e criando mato e escorpiões desde 1995. Enquanto o trem não vem (se é que vem) uma ciclovia ali seria bastante oportuna. Em São Paulo, a Prefeitura criou o “Caminho Verde”, uma via de 6 km que margeia a linha 3 do Metrô na Zona Leste da capital. Quando concluída, serão 12 km de caminho exclusivo e seguro para quem utiliza a bicicleta. Também não dá para entender porque até hoje a tão falada ciclovia que um dia vai ligar Campinas a Barão Geraldo pelo Tapetão.
VERBAS FEDERAIS
Nos Estados Unidos existem ONG’s especializadas em transformar antigos ramais ferroviários em ciclovias, urbanas ou intermunicipais. Na Grã-Bretanha todo um sistema de vias exclusivas para ciclistas está sendo implantado, majoritariamente em cima de ferrovias desativadas.
No Brasil, a questão passa por falta de vontade política aliada à preguiça e relaxo de quem é eleito para defender os interesses do cidadão. Desde 2007 existem verbas federais esperando para serem usadas para essa finalidade. Todos os anos o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional do Transporte e da Mobilidade Urbana (Semob), seleciona planos diretores e a bicicleta é sempre bem-vinda. Basta trabalhar e apresentar projetos em Brasília que a grana chega. Desde que ela não desapareça no meio do caminho, claro.
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Enviado em 3 de Março de 2009
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Terminou ontem na cidade norte-americana de Indianápolis a feira “North American Handmade Bicicycle Show”, uma exposição de bicicletas feitas à mão que foi criada em 2004 e é realizada todos os anos em alguma cidade dos Estados Unidos. Esse ano o evento começou na sexta-feira e atraiu mais de 60 construtores de quadros que mostram o que há de mais exclusivo no universo das bicicletas personalizadas. Há também seminários, workshops e diversos concursos onde os jurados premiam os melhores projetos em diversas categorias.
ARTE SOB MEDIDA
A exposição é direcionada principalmente para os artesãos que constroem bicicletas com quadros sob medida. Essa é uma profissão quase desconhecida no Brasil, mas em países onde a bicicleta é largamente utilizada como meio de transporte e o ciclismo olímpico disputa de igual para igual espaço na mídia com o futebol, cada cidade tem pelo menos um telaista, como os italianos chamam os artistas que constroem quadros.
No Brasil, um dos poucos que dominam a tecnologia (ou seria a arte?) de construir quadros sob medida é Klaus Poloni, da cidade de Pedreira. Poloni aprendeu nos EUA e montou um pequeno ateliê de onde já saíram muitas bicicletas feitas de acordo com as medidas antropométricas e a necessidade do seu exclusivo proprietário.
SPA PARA BICICLETAS
A primeira loja virtual especializada em componentes de baixo peso para bicicletas do Brasil foi criada em Paulínia e está no ar desde janeiro. A Lite Bike – do inglês light, que significa leve – oferece o que há de mais novo no mercado em peças e componentes superleves. Uma marca de destaque da Lite Bike é a taiwanesa KCNC, que utiliza a liga de alumínio escândio na maioria de seus produtos. A loja oferece também um serviço de tira-dúvidas pelo telefone (19) 3833-4165 para orientar os compradores. O endereço é www.litebike.com.br
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Enviado em 26 de Fevereiro de 2009
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A primeira prova que Lance Armstrong disputa nos Estados Unidos depois que voltou a competir não tem sido fácil. No primeiro dia da Volta da Califórnia ele teve sua bike de contra relógio roubada. Outras três bikes da equipe Astana também desapareceram do caminhão estacionado em frente ao hotel em Sacramento. Poucas horas depois do roubo Armstrong já mobilizava uma multidão de fãs pela internet para ajudarem na recuperação da bicicleta, estimada em 10 mil dólares. Uma comunidade com 1,3 mil membros no Facebook foi rapidamente mobilizada e o próprio atleta enviou 140 mil mensagens de alerta aos usuários do site de microblogs Twitter. Anúncios apareceram no E-Bay e nos classificados Craiglist (especializado em bicicletas e componentes) com a bike de Armstrong anunciada por 12 mil dólares. Quatro dias depois a bike foi devolvida para a polícia.
TOMBO NA CHUVA
Os primeiros dias da Volta da Califórnia foram marcados pela chuva. Na terceira etapa, Armstrong sofreu uma queda. Ele colidiu com uma motocicleta da imprensa que havia derrapado e caído à sua frente. A competição termina hoje com uma etapa de 155 km na cidade de Escondido.
A ESPERA DE PAGLIARINI
O paranaense Luciano Pagliarini ainda aguarda a renovação da licença de sua nova equipe, a francesa H2O. A União de Ciclismo Internacional (UCI) negou a licença profissional para o time. Sem a licença UCI a equipe não sai do papel para a temporada e o brasileiro que compete na Itália há nove anos pode ficar sem emprego.
A H2O passou uma semana em concentração no litoral sul da Franca em busca de novos diálogos e acordos com a UCI. Se nada sair do papel – e é possível que não saia nesses tempos de crise – a equipe poderá fundir-se com outra com mais estrutura.
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Enviado em 17 de Fevereiro de 2009
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Termina hoje em Santos a 23ª edição do Torneio de Verão de Ciclismo. Realizado pela Liga Santista, a competição é uma das mais antigas provas por etapas do calendário e serve como a abertura do calendário nacional, onde as principais equipes comparecem para sondar umas às outras. Desde quarta-feira mais de 200 ciclistas das categorias Junior, Open e Elite masculina e feminina disputaram provas nas cidades de Praia Grande, Guarujá e Cubatão. A grande final é hoje em Santos, na Avenida Portuária. Todas as etapas foram planas, o que favoreceu os sprintistas, ciclistas especialistas em arrancar nos últimos metros.
ESCADARIA ABAIXO
Ainda em Santos, cem pilotos de downhill se encontram no Mont Serrat para a sétima edição da Descida das Escadarias, evento que até o ano passado tinha o nome de Downhill de Santos. A competição terá pilotos do Brasil, Estados Unidos, Portugal, França, Equador e Chile que vão despencar numa escadaria de 650 metros e 417 degraus. Os treinos de classificação foram ontem e hoje largam os 20 pilotos com os melhores tempos. Os brasileiros Wallace Miranda e Luana Oliveira são os atuais campeões.
A prova vai contar também com brasileiros Markolf Berchtold, Patrícia Loureiro e Djone Fornari além do francês Cedric Gracia (campeão em 2007), da equatoriana Diana Margraff (campeã em 2004) e da norte-americana Melissa Buhll (campeã em 2007). A TV Globo vai transmitir a prova ao vivo durante o “Esporte Espetacular”, a partir das 10 horas.
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Enviado em 11 de Fevereiro de 2009
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O governo federal estuda a isenção da alíquota de IPI sobre as bicicletas numa tentativa de aumentar as vendas, a exemplo do que aconteceu recentemente com os automóveis populares, ônibus e caminhões. Atualmente, as bicicletas sem marcha pagam 10% de alíquota de IPI e os componentes para bicicletas contribuem com 12% ao fisco federal. No mercado de automóveis, a redução do imposto deu resultado praticamente imediato e o mês de janeiro fechou com boas vendas. A redução de impostos para estimular o uso da bicicleta é um instrumento usado com sucesso em países como Inglaterra e Estados Unidos.
BOLSA-BICICLETA
A iniciativa brasileira é parte de um programa bastante amplo e que envolve a participação de quatro ministérios e dos Correios. O Brasil é o terceiro produtor mundial de bicicletas, só ficamos atrás da China e da Índia. A meta do governo é vender 1 milhão de bicicletas já no primeiro ano e 5 milhões em cinco anos e dez ações deverão ser colocadas em prática. Uma delas prevê bikes para a garotada da zona rural se deslocar até a escola. O Ministério dos Esportes promete estimular uma competição nacional de bikes, depois que cada escola faça suas competições, com ciclistas locais. E até o movimento sem-terra vai ter sua vez. O Ministério do Desenvolvimento Agrário vai fornecer bicicletas para os assentamentos.
A cereja do bolo das ações será o programa “Bicicleta do Trabalhador”. Com R$ 10,00 de entrada e 30 parcelas sem juros o trabalhador de baixa renda vai poder comprar sua magrela. Em 15 dias os Correios entregam a bicicleta chega na casa do comprador. Boas idéias para iniciativas não faltam, o que falta é a infraestrutura para se pedalar com segurança nas grandes cidades.
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