Artigos
Comentários

O PODER DA MUDANÇA

O publicitário português Tiago Marques é a prova viva de que somos capazes de mudar o rumo de nossas vidas. Nascemos para ser vitoriosos. Há um ditado que diz que quando vencemos os outros somos vencedores, mas quando vencemos a nós mesmos, somos poderosos. Até janeiro de 2004 Tiago, atualmente com 33 anos, era sedentário, obeso mórbido e pesava 151 quilos. Após a cirurgia de redução do estômago, terapia e uma rígida dieta, Tiago perdeu 70 quilos em menos de quatro anos e ganhou uma nova vida.

DICAS PARA TODOS

Hoje, Tiago Marques virou ciclista de maratonas de mountain bike, como eu. Pedalar os 150 quilômetros entre Lisboa e Fátima, ou de Tróia a Sagres (210 km) em pouco mais de nove horas virou brincadeira de criança para o ex-obeso. Tiago não caiu na mesma cilada que muitos obesos tropeçam. Fluoxetina, anfetaminas e outras substâncias vendem como pão quente mundo afora. Lipoaspiração também. Após a intervenção cirúrgica, Tiago mudou realmente de vida. Mudou a alimentação e se livrou do sedentarismo. Aliás, fez mais que isso. O publicitário criou o site www.opoderdamudanca.com para ajudar a quem passa pelo mesmo problema. Só em Portugal há um milhão e meio de obesos. No Brasil a doença mata 80 mil pessoas por ano, mais que a Aids. Além do impressionante testemunho pessoal, o portal tem muitas dicas para perder peso com saúde. Vale a pena conferir.

ORKUT PARA CICLISTAS

A paixão pelas bicicletas levou Tiago a criar um site de relacionamento para ciclistas, tipo o Orkut. O www.weg-it.net ainda está bem no começo (tem menos de 200 membros), mas cresce a cada dia e é bem interessante para aficionados por esportes com bicicleta. Não é necessário convite para ingressar, basta acessar e cadastrar rapidinho. O portal tem funcionalidades interessantes, como um chat privado, que permite conversar com amigos on-line. Há também comunidades, blogs, RSS, e espaço para divulgação de eventos. Recomendo.

SHOW DO MILHÃO

Foto de Alexandre Cappi - BrStock

No sábado, dia 25, 18 atletas de mountain bike participaram do primeiro evento de short track realizado no Brasil. A prova reuniu só a nata da modalidade, incluindo o atual campeão brasileiro de cross country Ricardo Pscheidt e o olímpico Rubens Donizete, prata no Pan do Rio e 21º colocado em Pequim. Da região de Campinas participaram Marcelo Marchiori, de Vinhedo, Odair Pereira, de Indaiatuba, e o ciclista de estrada campineiro Renato Ruiz. O grande diferencial da prova foi a premiação, que ganhou o apelido de “Show do Milhão”.

blog show milhao - blog show milhao

UMA MOTO

No total, foram distribuídos mais de R$ 20 mil em dinheiro. O primeiro colocado ganhou R$ 8 mil (equivalente a US$ 3.800), o segundo R$ 4 mil e o terceiro faturou R$ 2 mil, valores muito atraentes e superiores ao de provas consagradas do calendário mundial. Havia também prêmios extras de R$ 1 mil para o ciclista que fizesse a volta mais rápida, ao vencedor da primeira volta da final e também para o atleta mais agressivo. E Rubens Donizete mostrou porque foi o escolhido para ir a Pequim. O mineiro radicado em São José do Rio Pardo (SP) levou para casa R$ 11 mil. Ganhou na geral e faturou todos os outros prêmios extras.

“O evento foi um show. Muito bem organizado. O Rubens estava muito superior, uma moto. Na tomada de tempo ele já fez uma volta que surpreendeu a todo mundo”, contou Ruiz, que terminou na sétima colocação.

FORMATO INOVADOR

A corrida foi realizada no condomínio Fazenda São Silvano, em Morungaba, com apenas 73 lotes. O circuito tinha 1.200 metros e o grid de largada foi definido com uma tomada de tempo individual pela manhã. Rubens marcou o melhor tempo, com 2min23s009. De acordo com os tempos, os pilotos foram distribuídos em dois grupos, tendo como cabeça de chave Rubens Donizete de um lado e Pscheidt de outro. A partir das 11h30, cada grupo disputou uma bateria eliminatória de 20 minutos + uma volta. Após o almoço, sete atletas alinharam para a repescagem para definir as últimas duas vagas para compor o grid da superfinal. Às 15 horas, os 12 pilotos classificados alinharam de acordo com os melhores tempos, como nas provas de Fórmula 1, e correram 40 minutos + uma volta. No ano que vem a prova poderá ter 30 convidados.

VOLTA DA FRANÇA 2009

Na última quarta-feira foi apresentado ao mundo o percurso da próxima edição da Volta da França, uma das mais internacionais já realizadas. A prova começa no dia 4 de julho no principado de Mônaco com um prólogo individual de 15 km e vai passar também pela Espanha, Andorra, Suíça e Itália. Serão 21 dias de corrida e dois de descanso até Paris, no dia 26. A etapa de contra-relógio por equipes está de volta. Serão 38 km na quarta etapa, mas a maior novidade será a duríssima escalada do Mont Ventoux na penúltima etapa, em vez da tradicional prova de contra-relógio individual.

ARMSTRONG CONTRA O VENTOUX

Lance Armstrong não confirmou sua presença na corrida mas classificou o percurso de “inovador e interessante”. Com ou sem o americano, a Volta do ano que vem promete ser uma das mais competitivas da história. A etapa do Ventoux, com 167 km e chegada a 1.912 metros de altitude certamente vai garantir emoção até o último quilômetro da competição. Armstrong nunca venceu ali e admite que não gosta daquela montanha. Serão sete etapas de montanha, três chegadas serão no alto e 20 subidas serão de categoria 1, 2 ou hors concours.

FOGO AMIGO

A verdade é que o ingresso de Armstrong na equipe Astana gerou ciumeira no espanhol Alberto Contador, o ciclista da vez. O madrileno de 26 anos entrou para a história como o quinto homem da história que venceu os três Grand Tours. Em 2007 ele ganhou a Volta da França, esse ano ganhou o Giro d’Italia e a Volta a Espanha. No ano que vem é provável que Armstrong corra (e vença) apenas o Giro. Diz o ditado que o ciclismo é um esporte coletivo, mas a vitória é individual. Duas estrelas de primeira grandeza num mesmo time pode atrapalhar.

CRISE DERIVATIVA

A crise financeira pode chegar a uma das principais equipes do ciclismo ProTour. O banco francês Caisse D’Epargne, que patrocina a equipe de Alejandro Valverde e Oscar Pereiro, anunciou a perda de 600 milhões de euros com a festança dos derivativos e a existência do time Caisse D’Epargne corre perigo.

PARA FUGIR DO SOL

Pedalar à noite é um prazer. No Verão, a temperatura é amena, sem o sol para torrar a pele. Na cidade, há menos carros nas ruas e, para quem curte mountain bike, ver a própria sombra projetada no chão numa noite de lua cheia é impagável. Os grupos de pedaladas noturnas cresceram bastante nos últimos anos, já que para muita gente a noite é a única opção possível para curtir os amigos e a bike.

Há ciclistas noturnos na maioria das grandes das cidades brasileiras. Normalmente há dias fixos da semana para os encontros. Em São Paulo, por exemplo, há pedaladas noturnas diariamente em alguma região.

LUZ - LUZ

GRUPOS EM CAMPINAS

O Campinas Bike Clube organiza duas pedaladas noturnas semanais e uma na tarde do sábado, sempre com concentração no Portão 7 da Lagoa do Taquaral, ao lado do Ginásio de Esportes. O “Pedal Noturno Light” sai todas as terças-feiras às 20h, dura cerca de 1 hora e é ideal para iniciantes. O passeio “Quinta do Pedal” sai todas as quintas às 19h30 e é voltado aos já iniciados. Os roteiros são decididos na hora.

Aos sábados, o passeio da “Calourada” sai às 15 horas e funciona como integração para os novos membros do clube. Mais informações no site www.campinasbikeclube.org.

No distrito de Barão Geraldo, o passeio “Ecos Bike Night”, comandado pelo professor Arley de Jesus, sai todas as quartas às 19h30 em frente à Banca Principal, ao lado do Santander. Informações pelo fone 9713-8770 ou no site www.ecossystemaeventos.com.br.

Toda última quinta-feira do mês, o pelotão de ciclistas se reúne no início da noite na Lagoa do Taquaral para um treino forte, com direito a fugas, neutralizações, sprint final e tudo o mais. Esse grupo é recomendado para ciclistas experientes.

LUZ NA FRENTE E ATRÁS

O Código de Trânsito Brasileiro obriga a bike apenas a possuir refletores na dianteira, traseira e nas laterais. Mas os ciclistas prudentes fazer de tudo para ver e ficar mais visível no trânsito. Usar uma luz vermelha na traseira (pisca-pisca) vai aumentar bastante a segurança. Na dianteira, qualquer farol é melhor do que nenhum. Usar uma luz branca na dianteira (fixa ou piscante) vai diminuir bastante o risco de colisões em cruzamentos vai aumentar a visibilidade para os automóveis e pedestres.

O ideal é circular em grupo por ruas de pouco movimento, após a hora do rush.

knog - knog

A LENDA ESTÁ DE VOLTA

No dia 24 de setembro a notícia de que Lance Armstrong vai voltar a competir no final de janeiro provocou um turbilhão na imprensa mundial. Além de tentar o oitavo título na Volta da França, Armstrong vai correr também o Giro d’Italia e outras provas de prestígio que ainda não disputou. Segundo o ciclista, o motivo principal de voltar a competir é chamar a atenção do mundo para a luta contra o câncer, doença que quase o levou à morte 12 anos atrás. As más línguas dizem que o uso de esteróides e outras bombas teriam sido a causa da doença. O ciclista afirma que pode ser submetido a exames antidoping quantas vezes forem necessárias e os resultados serão publicados na internet. Mas ele rejeitou que sua urina coletada em 1999 passe por novos exames.

lance - lance

A DESCONFIANÇA

Sentado na primeira fila do auditório, entre os mais de 200 jornalistas que compareceram à entrevista coletiva de Armstrong em Nova York, estava Greg Lemond, o maior ciclista americano da história pré-Armstrong com três títulos de campeão da Volta da França e um no Mundial de estrada. Lemond, que abertamente sempre desconfiou do desempenho de Armstrong com o doping, levantou a lebre: “Mas quem vai conduzir os testes?”, perguntou. Os exames serão supervisionados por Don Caitlin, expert em antidoping e pago pela Astana, a nova equipe de Armstrong. O campeão se irritou com as perguntas do compatriota e mudou de assunto.

ATRAÇÃO MILIONÁRIA

Após três anos longe da Volta da França, Armstrong não se afastou do esporte, correu maratonas a pé e provas de mountain bike e ciclocross e até comprou uma casa nas montanhas de Aspen, no Colorado, para treinar em altitude. A estréia deverá ser no dia 20 de janeiro no Tour Down Under, na Austrália. A organização separou uma verba de US$ 14,6 milhões para ter o astro nas próximas quatro edições da corrida. A simples presença do americano no evento atraiu 2.200 ciclistas para o passeio de abertura, que no passado reunia cerca de 90 inscritos. Vale lembrar: as pulseirinhas amarelas desde que foram lançadas, em 2004, venderam mais de 70 milhões de unidades.

FICHA SUJA

Armstrong vai correr pela equipe Astana, que traz o DNA da espanhola Liberty Seguros-Würt, envolvida até os ossos na Operação Porto, que deflagrou o maior escândalo de doping no cicismo de todos os tempos. A equipe é financiada pelos petrodólares do Cazaquistão. No ano passado, o cazaque Alexander Vinokourov foi flagrado num exame antidoping na Volta da França e toda a equipe foi retirada da prova.

CAMPANHA ADOTE UM CICLISTA

A equipe de ciclismo de Iracemápolis mantém a escolinha de ciclismo mais antiga em atividade no Brasil e formou pelo menos 15 grandes nomes do ciclismo nacional. Por ela já passaram os campineiros Renato Ruiz e Otávio Bulgarelli. Ruiz foi campeão brasileiro de estrada na Sub-23 em 2003 e campeão da Elite no ano seguinte. Bulgarelli representou o Brasil no Pan do Rio e ganhou a etapa desse ano da Volta de SP que chegou em Campinas. No momento, o time tem dois campineiros, Rodrigo Dirani e Rodrigo “Alf”. Além de Ruiz, a escolinha de Buck já formou pelo menos quatro campeões brasileiros, como Thiago Fiorilli (Sub-23) Carlos França e Anderson Oliveira (Mindu) na Junior e Valquíria Pardial na Elite feminina.

PROJETO SOCIAL

A equipe é comandada pelo técnico Renato Buck desde 1986 e tem um dos menores orçamentos do Brasil. A equipe é também a casa de 42 ciclistas, muitos deles crianças. A Peel’s Capacetes banca 80% da verba anual e o restante dos recursos vêm de apoiadores. Uma parceria com a Caloi garante bicicletas e equipamentos. Apesar da falta de estrutura e dinheiro, a dedicação e o carinho do “paizão” Buck garantem todos os dias café da manhã em sua própria casa e a participação nas principais provas do calendário nacional. Hoje, a equipe tem ciclistas do Ceará, Rio Grande do Sul, Paraíba, Paraná e Santa Catarina e até do Pará.

DOAÇÕES NA VÉLO TECH

Mas, em esporte amador, nenhum dinheiro cai do céu. A campanha “Adote Um Ciclista” arrecada doações para a equipe de Iracemápolis. Sabe aquele capacete que está encostado porque saiu de moda? Ou aquele pneu meia-vida? Eles podem ser muito úteis para as crianças e os iniciantes no esporte. A campanha aceita praticamente tudo (peças e componentes, vestuário etc) para bicicletas de ciclismo e de mountain bike. Para doar, basta dar um pulinho na loja Vélo Tech, na Avenida Orosimbo Maia, 1.505, no Cambuí (fone 3203-8929). Outra opção é procurar diretamente o Renato Buck nas provas de ciclismo. Para conhecer a equipe visite o site http://iracemapolis.tripod.com.

CURTO CIRCUITO EM MORUNGABA

A Fazenda São Silvano, em Morungaba, vai receber no dia 26 de outubro a primeira edição no Brasil de uma corrida de mountain bike no formato short track, circuito curto em inglês. A modalidade short track (ou STXC) foi criada nos Estados Unidos no final dos anos 90 e é uma corrida dinâmica em um circuito de cross country de até 3 km de extensão. O tempo de competição pode chegar até 40 minutos, o que exige muito preparo físico e explosão dos atletas. Chamada de Short Track São Silvano, a prova de Morungaba será numa pista de 2,6 km e com duração de 40 minutos mais uma volta no circuito, que é de alta velocidade.

PREMIAÇÃO INTERNACIONAL

O evento vai marcar a pré-inauguração do Bike Park São Silvano, que pretende atrair diversos praticantes de mountain bike do Estado. O dia promete reunir grandes nomes do esporte, incluindo palestras, passeios de bicicleta e almoço com pratos típicos da região.
Além do formato inédito, a prova vai oferecer uma gorda premiação aos competidores. O campeão vai levar para casa nada menos que R$ 8 mil em dinheiro. O valor é superior ao prêmio pago nas etapas da Copa do Mundo. O segundo colocado ganha R$ 2 mil e tem dindin até o 15º colocado.

SÓ PARA CONVIDADOS

Para o evento só podem se inscrever 20 atletas convidados. Da região, estão confirmados Marcelo Marchiori e Renato Ruiz de Campinas, Odair Pereira, de Indaiatuba, e o decacampeão brasileiro de cross country Marcio Ravelli, de Itu.
A premiação atraiu também a atenção dos olímpicos Rubens Donizete (prata no Pan do Rio e participação em Pequim) e Edivando Cruz (33º em Atenas). Confirmaram presença também os atuais campeões brasileiros da Elite e da Sub-23, o catarinense Ricardo Pscheidt e Henrique Avancini, de Petrópolis (RJ). O evento tem tudo para ser um sucesso e ter continuação nos próximos anos.

PAIXÃO DE INFÂNCIA

O tempo passa rápido. Rápido como um sprint do Nilceu. Ainda me lembro quando ganhei minha primeira bike. Eu devia ter uns 11 anos. Era uma Monareta aro 20. Era voltar da escola, pegar a bike (que na época chamávamos de magrela), chamar os amigos e explorar o bairro. A infância passou e, aos 15 anos, com as economias do primeiro emprego, comprei uma Peugeot de 10 marchas. Era só alegria. Com ela comecei a ir mais longe e mais rápido também. Ainda me lembro do dia que dei a primeira volta na Lagoa do Taquaral. Mas a gente cresce. Trabalho, estudos, faculdade acabam nos afastando daquilo que mais gostamos.

MAIS LONGE E MAIS RÁPIDO
Gosto de veículos de duas rodas e, tão logo tirei minha habilitação, comprei uma Honda de 400 cilindradas, a maior moto disponível no mercado no início dos anos 80. Vendi a Peugeot para um amigo com dor no coração, já sabendo que sentiria muita falta do esporte que eu mais gostava. O desejo de pedalar cada vez mais longe e mais rápido nunca se apagou dentro de mim.

GUINADA NA SAÚDE

Depois da faculdade, muitas festanças, comilanças e madrugadas depois, um exame de diabetes, dessas campanhas gratuitas do governo, revelou índices alarmantes que me fizeram dar uma guinada em minha vida. Em vez de levar uma vida tomando insulina, segui o conselho da equipe médica e voltei a praticar exercícios físicos. “Escolha um que você gostava na infância e volte a praticar”, disse a enfermeira. Dias depois ganhei uma Caloi 10 usada de minha esposa. No ano seguinte, refiz os exames e os números estavam impressionantemente bem. Eu tinha vencido as doenças (sobrepeso, rinites, alergias, diabetes, pressão alta, colesterol etc). Faltava agora vencer novos desafios e distâncias.

NUNCA É TARDE PARA RECOMEÇAR

O próximo foi comprar uma bike de ciclismo importada, mais leve e moderna. Com ela meus horizontes definitivamente se ampliaram. Sair de casa, pegar a Bandeirantes e ir até Jundiaí era algo corriqueiro. Depois, comprei uma mountain bike e conheci o prazer de pedalar junto à natureza. Fiz amizades e até mudei de profissão, para ficar ainda mais perto da minha paixão de infância, o ciclismo. O mais difícil foi tomar a decisão. Há 12 anos voltei a pedalar. Lamento não ter sido antes.

MOUNTAIN BIKE VOLTA AO PARQUE ECOLÓGICO

Após cinco anos, uma prova de mountain bike volta a ser realizada nas trilhas do Parque Ecológico. No próximo domingo o local vai receber a primeira edição do Desafio Campinas de Mountain Bike XC, uma corrida de cross country voltada para amadores, inclusive com categorias especiais para freqüentadores de academia.

As trilhas, com bastante sombra, e a infra-estrutura do Parque, são ideais para a modalidade. No final da década de 90, o local sediou duas etapas da famosa Cactus Cup, que trouxe dos EUA pilotos como Ned Overend, uma verdadeira lenda da modalidade.

As inscrições estão abertas e os primeiros 100 inscritos ganham uma camiseta exclusiva do evento. A taxa é de R$ 40 para todas as categorias e as inscrições terminam na quarta-feira. Mais informações no site www.vm3.com.br.

O OURO DE TEIXEIRA

O ciclista e guarda Municipal de Paulínia Marco Aurélio Teixeira chegou dos Estados Unidos na semana passada com seis medalhas no peito, sendo uma de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Teixeira é atleta forte e já viajamos juntos para algumas provas duras do calendário nacional, como o Iron Biker e o Power Biker, em Minas Gerais.

teixeira - teixeira

No final do mês passado, Teixeira disputou os Jogos Internacionais da Polícia e dos Bombeiros, em Orlando. O campeonato é realizado todos os anos em um país diferente. O brasileiro enfrentou fortes adversários de países como Rússia, Espanha, Itália, Canadá, Cuba, Polônia, Porto Rico, Romênia e EUA.

Teixeira superou os anfitriões e garantiu o ouro no mountain bike e a prata na prova de estrada na prova de Critérium, na crono individual e na geral do ciclismo. O paulinense ainda arrematou o bronze foi garantido na prova de KM contra o relógio.

QUENIANOS TAMBÉM PEDALAM

Os europeus que abram os olhos. O domínio do Velho Mundo no ciclismo pode estar chegando ao fim. Da cidade de Eldoret, no Quênia, já saíram grandes maratonistas. A São Silvestre, os jogos olímpicos e as maratonas mundo afora que o digam. Quem tem pernas, pulmões, coração e a garra necessária para correr 42 km em pouco mais de duas horas, certamente, se tiver a oportunidade, vai impressionar nas subidas de montanha de qualquer prova de ciclismo do mundo. Mas, até hoje, nenhum negro do continente africano jamais disputou uma edição sequer da Volta da França.

RECORDE NO ALPE D’HUEZ

Desde o ano passado, o fotógrafo Nicholas Leong, de Singapura, patrocina os ciclistas quenianos Zakayo Nderi, de 26 anos, e Samwel Mwangi, de 24, ambos sobreviventes de massacres tribais. Para sobreviver, Nderi engraxa sapatos e Mwangi pedala uma bicitáxi. Ambos têm o objetivo principal de quebrar o recorde de Lance Armstrong na escalada do Alpe D’Huez, nos Alpes franceses, e provar para o mundo que têm condições de andar no pelotão de elite do ciclismo mundial. Em 2004, o heptcampeão da Volta da França marcou 39min41s na mesma subida com uma velocidade média de ascensão de 1.740 metros por hora. Esse ano, o espanhol Carlos Sastre, campeão da última edição do Tour, fez o mesmo trajeto em 42min08s. Com menos de um ano nos treinamentos de ciclismo, Zakayo Nderi conseguiu pedalar morro acima surpreendentes 1.720 metros por hora em uma prova do calendário internacional na Malásia.

SEM TEMPO RUIM

Mas a vida de ciclista queniano não é fácil. O visto francês foi negado duas vezes e o americano uma vez. Só conseguiram o visto francês após a intermediação de amigos influentes, que se responsabilizaram pela dupla. No dia em que desembarcaram na França, os quenianos subiram a montanha em 46 minutos, sob chuva. Quatro dias depois, alcançaram o topo em 43min35s. No último dia 14, Zakayo bateu seu próprio recorde na subida e alcançou o topo do Alpe D’Huez em 42min10s, apenas dois segundos mais lento que o atual campeão da Volta da França. O feito da dupla já assombra a mídia especializada européia e ganhou as páginas dos principais jornais de ciclismo.

- Próxima Página »