CICLOVIAS E AS PROMESSAS
Enviado em 16 de Março de 2009
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O ano eleitoral de 2008 passou e não se ouve mais falar das promessas e projetos de construção de ciclovias e outras infra-estruturas cicloviárias. Infelizmente parece que no Brasil alguns políticos só trabalham e apresentam soluções em época de eleição. Depois eles se acomodam e esquecem. Quatro anos depois eles aparecem novamente com boas ideias. Mas sou otimista e prefiro manter acesa a esperança de um dia morar numa cidade onde se possa pedalar na segurança de um sistema de ciclovias que interliguem diferentes pontos de nossa cidade. Acredito que ainda vou viver o bastante para ver a bicicleta sendo tratada como parte da solução do trânsito e não como o problema.

CICLOVIA NO VLT
No meio da discussão da volta do VLT não sei de nenhuma alma na Câmara que levantasse a bandeira de aproveitar o leito da ferrovia e construir ali uma ciclovia. A ferrovia está abandonada e criando mato e escorpiões desde 1995. Enquanto o trem não vem (se é que vem) uma ciclovia ali seria bastante oportuna. Em São Paulo, a Prefeitura criou o “Caminho Verde”, uma via de 6 km que margeia a linha 3 do Metrô na Zona Leste da capital. Quando concluída, serão 12 km de caminho exclusivo e seguro para quem utiliza a bicicleta. Também não dá para entender porque até hoje a tão falada ciclovia que um dia vai ligar Campinas a Barão Geraldo pelo Tapetão.

VERBAS FEDERAIS
Nos Estados Unidos existem ONG’s especializadas em transformar antigos ramais ferroviários em ciclovias, urbanas ou intermunicipais. Na Grã-Bretanha todo um sistema de vias exclusivas para ciclistas está sendo implantado, majoritariamente em cima de ferrovias desativadas.
No Brasil, a questão passa por falta de vontade política aliada à preguiça e relaxo de quem é eleito para defender os interesses do cidadão. Desde 2007 existem verbas federais esperando para serem usadas para essa finalidade. Todos os anos o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional do Transporte e da Mobilidade Urbana (Semob), seleciona planos diretores e a bicicleta é sempre bem-vinda. Basta trabalhar e apresentar projetos em Brasília que a grana chega. Desde que ela não desapareça no meio do caminho, claro.

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